segunda-feira, 7 de abril de 2014

E se de santa a puta quiser virar a mesa, ela vai virar.

E se de santa a puta quiser virar a mesa, ela vai virar.
Não me importa se faz parte do plano ou não.
Ela vem, abre a porta bem escancarada e deixa bem claro quem paga as contas de sua própria vida.
Aquele tipo de mulher que você nunca vai ser, ter ou se convencer de desenhar pra sonhar enquanto teus aviões passam alto, mais alto que qualquer passo de salto. Escancarado.
Aquele tipo.
Estaciona o carro no lugar errado. Mas o deixa lá estacionado. É dona da rua.
Perua, gritou um louco lá do outro lado.
Vai tirando a roupa como quem tira gota por gota da garrafa de água.
Beata, jurou o padre lembrando dela ainda moça.
Foi pouca,
pouca a vontade de ser aquele tipo de mulher que pilota o seu própria avião e não se ajoelha em altar nenhum.
Tiro meu pudor pela boca
e pago minhas promessas sem roupa.
De pecado,
só de quatro,
no quarto,
escuro,
e os aviões lá no alto.
Chama.
Aquele tipo de mulher.
O cabelo longe nas costas, suando a consciência.
A mão no drink,
e outra no mundo.
A cintura envolta num paraíso de sensações.
A reza da cigana que roda na noite em mãos que não lhe pertencem
e mesmo assim vão.
Num estrago de cada vez.






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