sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Esqueça tudo o que eu falei. Esqueça tudo. Esqueça.
Esqueça que eu queria fazer planos e coisas e fotos e músicas e filmes e mais um mundo. Esqueça disso. Porque agora eu tô puta,  e puta demais, e quando uma puta fica puta as coisas não saem muito bem.
Não vale nem a metade do meu esforço. Não vale merda alguma, e se valeu um dia, esqueça também.
Eu fico vendo agora e me sentindo tão idiota, mas tão idiota. Dá vontade de gastar todo o meu salário bem agora, fazendo coisas que eu quero fazer. Ir no cinema e assistir um a um filme sozinha mesmo. Ir comer sozinha mesmo e ficar fazendo aquela cara de reflexão para o nada. Porque é tudo uma merda, e é mesmo, não é drama. Se eu pudesse, e se conseguisse, já teria saído dessa faz tempo, mas tem uma rede que gruda no meu pé e me prende a isso. Mas a cada tapa na cara eu me encontro mais na realidade. Não que eu queria ser realista e aristotélica, mas ser platônica nunca me fez melhor mesmo, então esqueça e me esqueça também. O que deve ser bem fácil já que eu nunca fui nada a não ser uma que me fez rir e só. E olhe lá. Puta. Eu tô puta.
E eu não entendo mesmo e não quero entender. Suas explicações são uma grande merda pra mim. Só de pensar na sua voz explicando coisas que eu não perguntei já me dá vontade de gritar. Gritar que você é uma merda e uma hora vai deixar de significar alguma coisa.
Acho que isso é uma despedida.
Falou.

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