terça-feira, 10 de setembro de 2013

Depressão de segunda

E eu me sinto tão mal.
Esta semana está tão estranha. Não estranha de um jeito bom. Mas estranha no sentido mais péssimo que poderia existir.
A paciência linda que eu tinha já não me visita mais. O bom senso foi dar uma volta e o mau humor veio para ficar.
Sabe do que eu tenho vontade? Viajar.
De fugir, porque sim, eu sou covarde. Mas também sou forte por admitir que me odeio. E como se não fosse o bastante ficar desabafando para as paredes como se a solução para toda a desgraça escorresse por elas, eu fico aqui me martirizando com os pensamentos do que poderia mudar. Mas sabe... Estou tão desgastado que nem importa tanto.
Parece que vai ficar por isso mesmo.
Estou cansado. Demais até. Nada melhora e nada ajuda. E não banque o idiota e nem me pergunte o que está havendo.
Não sou uma coisa fácil assim que se explica fácil. Nem eu me entendo. São tantos mundos orbitando em mim.
Me sinto pesado por um lado por ser ignorado. Largado. Cá estou, com frio e amassado. Nem mesmo esta velha coberta me cobre e me esquenta. E me lembrar que não sou o bastante é ainda pior. O frio aumenta. Não tanto quanto a minha vontade de largar tudo e sair daqui. Aparentemente não faria falta mesmo. Talvez os meus cachorros e a minha cama sinta falta. Mas só talvez. Está tão frio lá fora.
Parece que estou engasgando em orgulho. Estou queimando neste frio.
Os meus dramas viraram mil em um dia. Quem aguenta? Pois bem. Não mais eu. Só que eu não sei como acabar com isso. Parece tão fácil.
Eu só queria um abraço bem dado.
Não de qualquer braço, mas um bem dado.
Estou vomitando nojeira. Sim, estou insuportável e ainda assim tem gente pior que eu.
O pior é que não conseguir me recuperar. Pensar toda vez que eu estou bem e de repente... Não, não está.
E nossa querido, como você é iludido! Tome aqui um bolo de ilusão para você!
Talvez eu deva começar um relacionamento sério com a vodka. Ela me faz sorrir de uma maneira tão genuína. Aí com ela eu não precisaria de muita coisa não. Só ela. de repente cigarros, um batom vermelho porque faz parte do drama, algumas músicas, e só. Ah, e um frio também. Faz parte desta cena o frio. Ele sempre é bem vindo.
Estou me suicidando, não está vendo? Olhe os pedaços que carrego na bolsa. Daria para construir uma casa de legos.
Mas legos machucam o pé demais. Então não. Desfaz.
Sabe o mais engraçado? É que isso vai passar de novo. E depois vai voltar de novo. E depois passar. E depois voltar.
Igual aos amores. Desamores. 10 amores.
Estou insuportável. Insuportável de uma maneira que nem eu e meu mau humor cabem mais no mesmo canto.
Aí eu começo a chorar. Se nem eu me aguento, imagine os outros? Que dó dos meus amigos.
Eu os amo tanto. Mas acho que devo dar um tempo para eles.
Antes, dar um abraço choroso em cada um.
Mendigar um pouco de carinho.
Acho que vou recomeçar a minha história.
De repente com um Era uma vez...
Eu só preciso de um tempo. Mesmo.
Não sei quando isso vai passar, mas enquanto dura, parece não acabar nunca.
Imagine-se em uma câmara de gás. É pior que isso. Não é dor física. É pior.
Isso ninguém vê.
Estou sussurrando. Eu só queria me reerguer.
Parece complicado. Me dá sono e fome.
Me dê um pouco de tempo fora disso tudo.
Não, eu não estou bem e sim, eu tenho certeza que não vou ficar.
Normal. Isso já me aconteceu.
Acho que agora vai ser assim. Tudo complicado demais.
Se por um lado eu me sinto leve, pelo outro...
Não sinto nada e isso é um fim.
Me deixa.
Me larga.
Não e abraça.
Não fale comigo.
Me deixe resolver meus problemas.
Eu sou um nada, eu sei.
Não me venha com mentiras.
Não me venha com agrados.
Não me venha com nada.
Eu sou exatamente o que eu vejo.
E o que eu vejo é uma merda.

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