quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Um pouco mais humano

Olhe aqui,
o ser humano mais humano que a própria vida.
Olhe lá fora e observe
o movimento descompassado das nuvens,
que reduz o volume,
dos meus pensamentos,
ao nada.
Loobotomia.
Tudo o que eu mais temia.
Nas faixas brancas dessa avenida,
eu podia,
correr, andar, lutar,
até a luz do dia,
mas ainda assim não seria um herói.
Coiote,
esperto, astuto e o tudo.
O tudo que não vemos.
Os mínimos detalhes.
Olhe lá fora novamente.
É o passo descompassado das folhas secas,
que aocmpanham as nuvens,
grotescas.
Chuva seca.
E sobe a terra molhada,
invade minh'alma,
e detrói o meu coração.
Mas sabe o que acho?
O ser humano pensa demais,
acha demais sobre tudo que se poderia falar.
Mas eu não falo!

Já falei um dia sobre a história de um casal.
Fora lindo,
no começo reprimido,
quando soube perdido,
das suas Segundas Intenções.
Era uma bela meretriz,
uma mulher que agrada seus clientes,
mas houve um caso no acaso.
E se deu o final.
Formaram agora o mais lindo casal.
Um cliente que se apaixona pela prostituta.
Astuta, morena e tudo o mais.
Mas olhe lá fora novamente,
sinta o cheiro da chuva lentamente
e comece a sonhar.
Eu sou o verde do Absinto,
que tinge o céu, giz, grafite.
Olhe para dentro agora,
e tome um chá.
Chá verde.
Acalme-se, respire um pouco.
A chuva não tarda a passar,
o casal parar sempre irá se amar,
e  nós...
Continuaremos a respirar,
a olhar lá fora e observar,
as nuvens descompassadas
e o grande atrasar.
Atrasar das folhas,
que não conseguem acompanhar,
os passos, os olhos, o sentimento fraco que o ser humano se sujeita a pensar.
Olhe aqui agora,
O ser humano mais humano que a própria vida.
Tens algo a falar?

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