domingo, 10 de julho de 2011

Mentiras

Lembra daquela pessoa em que te fez feliz,
dos momentos em que tudo parecia fugir,
os pés já não tocavam mais o chão,
as lágrimas já não eram mais em vão,
e ninguém parecia ser tão perfeito?
É, eu me lembro,
de quando eu dizia que jamais esqueceria,
das madrugadas que passei pensando em você,
e de todas as coisas que não podia.
Me lembro de sorrir ou de chorar,
de gritar ou sussurar,
de mentir ou acreditar,
em tudo o que falei ou fiz falar
e ainda sim ser capaz de mentir mais ainda,
dizendo que não me importo
e que simplesmente esquecia.
Mas será que mentes tão bem quanto a mim?
Não consigo mais falar,
ou agir pela razão,
nessas horas a única coisa que grita,
seja de dor ou alegria,
é o meu coração.

2 comentários:

  1. Gostei do romântismo e do tom lírico e expressivo nos versos poetisa, um certo realismo circunstâncional na narrativa de tuas emoções,

    um cordial abraço.

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  2. Gostei bastante desse poema.
    Tem um ritimo muito gostoso
    da pra viajar bem nele.

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