quarta-feira, 27 de abril de 2011

Dois goles de vodka e uma aspirina

Quando a chuva passar
e ainda senitr-se oprimido,
lembre-se do que lhe foi dito
e vá em direção ao que lhe agrada.
Lembra-se daquela garrafa,
se eu não me engano ela se chama vodka,
sua melhor amiga nessas horas
e sua pior inimiga pela manhã.
Mas o pior há de passar,
até porque você nem se lembrará
dos piores momentos e das piores tragadas,
dos piores cigarros e das piores mancadas.
Quando a chuva passar e a noite chegar,
saia na rua com a sua mochila cheia de coisas secretas,
pode ir de skate ou de bicicleta
o que importa é o que te faz ir até lá.
E a bolsa começa a pesar, como se seu mundo inteiro estivesse lá
um mundo além das pessoas que te desprezam...
Enquanto isso,
Pegue seu livro preferido,
de preferia um de terror ou de suspense, pode até ser um de vampiros
e leia as primeiras estrofes acompanhadas de gois doles de vodka.
Se conseguir, continue lendo...
se não conseguir mais,
deite no chão e veja as nuvens rosas passarem,
aproveite o momento e curta o lado bom de estar sozinho.
De mais uns dois golinhos
e sinta aos poucos a brisa gelada te carregar,
carregar-te para um outro lugar
além das ilusões de uma noite de bebedeira.
Levante-se do chão e tire a roupa,
dance, cante ou corra
e vá dormir.
Durma até o sol sair,
e tome uma aspirina...
Tome um banho de algo com cafeína
e sinta a ressaca de um dia de liberdade,
em que somente para você
o dia nasceu pela metade,
porque apesar de ser libertado,
tudo durou apenas uma noite,
e ainda terá mais 364 dias no ano
para a realidade bater em sua porta
e fazer com que você compre outra garrafa de vodka
e volte a beber.

Um comentário:

  1. o ruim é que depois que acostuma você esquece que existe uma realidade e acaba deixando de viver

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