segunda-feira, 25 de maio de 2015

Puta

Teus restos de nada que me descem como goles frios de café.
E eu sabia desde o princípio que ia passar. E passou.
Bagunçou o cabelo.
Senti desde o começo,
aquela intensidade de mar.
Oceano pra peixe que não sabe nadar.
E nada,
nada é como pensei que fosse,
porque o contrário sempre virá para confundir.
E tudo bem.
Mesmo.
Me contento em ser apenas puta.
Com ainda seus hematomas.
Seus agradecimentos que eu não entendi muito bem.
Mas tubem bem, meu bem.
Menos no mais,
afinal,
menos é sempre mais.
Por isso que meu mais é sempre menos.
Sempre.
De menos.
Sou puta.
Vendo os outros rirem e eu aqui.
Ainda puta.
Sua puta.
Toda sua.
Afinal, todos nós vendemos prazer.
Eu vendo prazer.
Prazer,
você.
Nunca mais.
Aceito cartão.

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