quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Natal

Te coloco em flores.
E a cada reza, 
peço aos demônios que te coroem,
e eu direi a eles o que quero de Natal.
Já separei tudo.
Escolhi a roupa,
a música que vai tocar na vitrola,
o vinho que beberemos,
e todas as cores.
Verde nas paredes,
e um laranja escuro no chão.
Não marrom.
Laranja escuro.
No chão.
Vermelho na boca.
Na sua, 
nada.
E eu,
acompanhada.
Quero apertar o fôlego,
fazer granada.
É natal.
Te deixo em cores vivas.
Festivas,
porque gosto desse clima.
Você tem um pouco disso de festa junina.
Te coloco em retrato,
porque teu corpo é luz,
enquanto eu me apago.
Me acende,
eu mato.
Mato em cada grama desse teu corpo iluminado,
um sonho ou esperança que antes eu tinha inventado.
Te coloco em flores.
Te quero com cores.
E te ponho em 10 retratos.
Todos no canto do quarto.
E eu,
de quatro.
Teu corpo é um manifesto de amor.
Eu já escolhi a roupa.
É natal.
Nenhuma.
Te coloco em flores.
Vermelho na boca.
Na minha.
Na sua,
nada.
E eu nadando no caos.
Me acende,
eu mato.
Mato cada sorriso que dei pensando em quantos maços.
De cigarro, é claro.
Não fumas muito,
mas gosto quando fumas.
Quer mais uma?
Ok.
Te libero pra uma libertina.
Festa junina.
Gosto de ti assim,
em cores vivas.

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