segunda-feira, 17 de março de 2014

Sobre o Orgasmo com dois M`s de Drumond

Ela é a o desespero em forma de calmaria. 
Te acalmaria o fato de não estar ali? Pois bem. Ela estava.
E ela espera de portas fechadas e engole o choro. Não aguenta olhar na cara de ninguém sinceramente e dizer que está tudo bem, obrigado.
Trancava todas as portas por onde alguém sorridente e agitado pudesse entrar e lhe sacudir os ombros.
Ana não sabe porque estava ali. Mas estava, escolhendo as pessoas mais vazias para conversar enquanto suas mãos suavam e indicavam quase um ataque de pânico.
Ela poderia ter saído correndo. Poderia ter ido embora. E ela foi. Foi até a terceira esquina e voltou. Tinha parte dela lá só que ela não achou. E pessoas perceberam que seu santo estava estranho. Perguntavam. Mas não sei não. Talvez o copo estivesse meio vazio assim como o estômago assim como as ruas lá fora e assim como os seus dedos que seguravam as inseguranças e incertezas de todo um mundo.
Mas ela abriu o peito e foi. Respirou. Encontrou o irmão de coração e o abraçou. Alma. 
Ninguém entendeu.
Pediram algumas fotos. Ela tirou. Mas na verdade ela só queria tirar todo mundo do seu caminho e pedir para fazer de novo. Ela foi ao banheiro e tentou se limpar. Só gastou água e tinha tinta até no teto! Teto que ela não via a hora de desabar.
Até hoje depois das loucuras todas, Ana espera alguma coisa. Mas ela não sabe o que. Não sei se você já sentiu isso antes, caso não, é o mesmo que estar mega ansioso para comer uma torta de morango e quando finalmente chega o dia de comer, você perde a vontade e quer ameixas. E então, por pura incerteza deixa de comer os dois. Depois passa o resto da noite com fome, vazia por não ter comido, nem relado e muito menos sentido o gosto.
Talvez Ana precise de um abraço apertado, de morangos e ameixas, outra saia bonita e mais um Orgasmo. 
Ana acha que sabe das coisas.
Ana não sabe de nada.
Sua única certeza é que a coisa mais linda do mundo é o som dos aviões lá depois do teto.

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