terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Amélia

E eu que não consigo nem me ajudar, ficaria esperando durantes 3 horas de qualquer madrugada por ouvir tua insanidade pelo celular.
Amélia, ela vai enlouquecer. Ela não quer estar lá. Mas está.
E ela quer dizer todas aquelas coisas. Mas tem medo.
E não diz.
Parece fundo demais. Ela foge porque é a saída mais fácil. 
Amélia, você é uma galáxia a parte dos meus sonhos. 
Fico imaginando quando você vai voltar e confessar. Dizer pra todos eles que seus joguinhos não são engraçados, e nós rimos das caras deles enquanto bebemos vinho barato do bar da esquina.
Eu vou enlouquecer sem você aqui.
Parece tudo sonolento demais.
Você ainda é minha, Amélia?
Ou não mais?
Tua imagem ainda está refletida no espelho do meu banheiro. Com flores mortas no cabelo. 
E sem nada no corpo. Porque é assim que eu te quero.
Sem nada.
Só com flores mortas por cima.
E nós por baixo.
Com gosto de vinho barato,
e aquela sua vermelha calcinha.
Vai, Amélia.
Sobe na mesa e tira.

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