quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

E amanhã vai ser um lixo mais uma vez. Sempre é. Porque sempre que eu crio essas expectativas lixo sobre o que pode acontecer, coisas distorcidas acabam acontecendo. Como foi da última vez. E eu fiquei mal pra caralho, saiba disso. E você nem tem culpa, mas eu fiquei a noite inteira em um processo de puteza que me purificou a alma. Eu queria dar na sua cara, saiba disso também. Criei até um novo conceito para a palavra "vadia" que foge do conceito feminista de que vadia é uma mulher livre que faz tudo o que quer. Pra mim, naquela noite, uma vadia era ela ali com você. Se ela é livre e faz o que quer da vida, não me importa. 
Agora eu fico tendo calafrios de ficar pensando que estamos nos dando bem. Talvez seja carma. Talvez eu mereça tomar bastante no cu para ver as coisas da forma como realmente são, e não dar um jeito de romantizar tudo. Não. Você não vai ser lindo e agir da maneira como eu espero. Não adianta, cara. Não vai. E por mais que eu tente me conformar de que a culpa é toda minha, parte da raiva que eu sinto é de você. Mais de mim, mas tem você no meio. Mas não se preocupe, isso não chegará até você. Fique tranquilo.

Publicado apenas depois de um tempo. Ficou no meu e-mail salvo como rascunho enquanto isso.

Um comentário:

  1. Tudo que você escreve é tão eu, que eu quase penso que fui eu que escrevi em algum momento de troca de personalidade e por isso não me reconheço. Não consigo entender o motivo pelo qual eu compartilho todos os sentimentos dos seus textos, não consigo entender como me encaixo tanto aqui. Simples, mas incrível.

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