quinta-feira, 21 de novembro de 2013

E antes de tudo, tente me entender. Não é bem raiva, é ciúmes de você.

Minha raiva de você vai surgindo como embriaguez. Vai nascendo como gente tímida, mas que tem grandes anseios por psicopatia. Você é tão linda que me dá raiva. E eu fico pensando porque ele te deixou.
Seu cabelo não deve ter o mesmo cheiro de nostalgia de uma fase boa da vida que alguém comentou certa vez. Você tem jeito de menina adulta, mulher fatal que mata qualquer um que entra na concorrência. Eu não sou assim. Só fico dissecando na minha cabeça as torturas mais legais. 
O que acontece? Teu papo não é tão legal, perdeu a graça? Não há flores no seu cabelo e nem sonhos na sua cabeça que a façam passar despercebida no mundo em que vive? Mas você chama a atenção. Olhe pra você.
Sim, você é como aqueles outdoors de avenidas em que aparecem moças esqueléticas de calcinha. Você chama a atenção. Imagine de calcinha.
Ele já te viu assim? Não quero imaginar isso. E nem imaginar que ele prometeu cuidar de você.
Na boa garota, vá se foder. Não quero olhar na sua cara. É como se ela me trouxesse as minhas inseguranças e medos todos na pele novamente. Não quero passar por isso. Tente me entender. Eu tenho medo. Não sou ninguém. Não tenho cabelo azul, verde ou qualquer outra cor. Só um cabelo que tem vida própria cobrindo uma pessoa invisível. Não tenho corpo escultural. Tente me entender, eu tenho raiva de você. Você o teve assim como eu tenho fome. Mas não se engane, nunca seria grossa com você. Choraria mares depois, mas seria legal. Engoliria todas as minhas frustrações e mostraria ser uma pessoa legal e sensata. Por mais vontade de te matar que eu tenha. 
Vadias com raiva é uma das piores coisas do mundo. Elas não enxergam nada. Só vêem seu homem e a ameaça das outras vadias ao redor. Como um leão na selva. Eles precisam defender seu território e mostrar quem é que manda. E eu que mando nisso aqui. Me respeita. 
E antes de tudo, tente me entender. Não é bem raiva, é ciúmes de você.

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