quinta-feira, 3 de maio de 2012

Mais uma bruta realidade


Olá realidade,
o que acontece hoje?
Até parece que cai de um sonho...
Estava tudo tão surreal.
É que você não estava lá,
mas foi tão bom.
Sabe?
Ouvi-la falar comigo daquele jeito tão...
Daquele jeito que só as princesas desse mundo selvagem sabem.
Aquele dom de domesticar humanos,
e ainda sim se sentir gloriosa.
Aquele olhar que te deixa sem chão,
te cobre as pernas,
não te deixa passar frio,
e vai,
corre,
fujindo,
no meio da noite
para te deixar com saudade.
Logo mais eu acordo.
Merda!
Era só um sonho.
Mas e agora?
Continuo aqui como sempre.
Elaborando papéis neste teatro louco que a vida é.
Sou como um animal.
Acho que não nasci para amar.
Nasci para violar.
Violar a natureza humana,
que o homem até tenta preservar...
Mas aí eu descubro tudo,
invado,
corro
e vou para o mundo.
Me sustentar.
Aí eu sento no meu telhado,
acendo um cigarro,
ao lado de um copo de café, é claro.
Fico esperando te ver passar.
Sempre tão enigmática.
Mas ainda vou te desvendar, mulher.
É só uma questão de tempo.
E enquanto isso,
eu sonho.
É, continuo sonhando,
tentando,
tentando
e tentando,
sabendo que nunca será o bastante,
para que eu possa continuar amando.

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