sábado, 17 de março de 2012

Senhor fujão e a menina

É tão estranho,
como um próprio ser humano,
não se sente tão humano,
em meio ao mundo vivo.
Eu vivo, digo e re-digo,
acho que isto não é pra mim.
Vivo num mundo distante,
em outra órbita celeste,
o que penso é diferente
do que este mundo pede.
Sou um "Cowboy fora da lei",
sim, eu sou!
Sou um poeta exagerado,
sim, eu sou!
Sou perdido em meio à essa selva,
selva de pedra,
de uma lanterna,
dos afogados.
Exacerbado,
assim é o meu amor.
Amor pela poesia,
por essa lua bonita,
que a Terra fundou.
Olha que rua bonita,
mal iluminada pela recente luz do dia,
onde as árvores caem ao chão
e todo ser humano respira.
Estou aqui, querida!
Querida Solidão.
Nunca me abandonaste,
em meio a este vão.
Vão de vida,
tão estranha,
vida sofrida,
que descreve o meu violão.
OH minha menina,
não chore não!
O sol ardente de hoje
é o nosso ganha pão.
Não te preocupes,
o trem das nove
dessa vez não,
não irá nos deixar para trás
e fugiremos desta vez desta estação.
Assim como eu,
um Fujão

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