terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Olhos verdes, cigarros e violões quebrados

Não se desespere
pois na hora do desesperero sempre se descobre quem é de verdade
e quem se destói fácil,
e ás vezes só importa o momento em que não se sabe.

Tudo gira em torno de um mesmo copo,
um mesmo rastro de alcóol
que consome aos poucos as nuvens de esperança
que alimentam um coração em pleno ato de loucura.

Não saber ás vezes é uma opção,
outrora se faz a escolha de uma canção.
Não pude escolher,
as marcas estão no chão,
e nem uma cartola esconde,
nem um cigarro responde
aos meus gritos de libertação.

Mamãe eu quero ser um vilão,
ter batom borrado,
botões quebrados,
desabotoados,
me perder nas ruas
das frias madrugadas de São Paulo.

Então me deixe ir,
pintar os quadros mais belos desta cidade,
com as minha fotografias imperfeitas
que destroem a realidade
de mais um ser inválido.

Quero ir aonde ninguém chega,
ao ápice da loucura com uma garrafa cheia.
Construir novamente os meus sonhos
em forma de quadrinhos,
brindar os meus sorrisos
junto ao seu abraço macio.

E eu sei que estou surtando,
suando frio.
É tudo devaneio,
epifânia de mil e outras mil,
mas me sinto bem por um momento,
com a minha garrafa de vodca em mãos,
o cigarro em sua boca pequena
e aquele velho e nosso violão.

Sem cordão, sem chão, sem razão.
Apenas eu, você e os cigarros no chão.

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