segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Poema em homenagem a Consciência Negra

Onde será que está,
a consciência desse povo?
Observamos, todos loucos
em busca de um ideal.

Ei moço, aqui está o troco
de tanta dor que pagou!
E devíamos dizer,
não volte mais,
mas como podemos proibir de voltar algo que nunca se foi.

Está aqui,
em mim,
no negro,
preto, pobre e proletário
que ainda sofre no trabalho
pela ignorância de alguns.

Lutemos então,
pois ao lembrarmos,
nos fere o peito,
é o alvo,
daqueles que se dizem brancos.

Salve Ó Pai,
os índios,
aquele povo limpo,
que descobriu o Brasil.

Estamos por um fio,
de uma catástrofe social,
de uma perda total,
de nossa identidade social.

Salve Ó Pai,
o negro, o branco, o azul...
Pois somos iguais, todos brandos,
um pouco de cá,
e para lá mais um tanto,
de indignação.

OH QUERIDA NAÇÃO,
resplandeça a sua cultura,
cure os males dos que morrem nas ruas,
e das crianças que morrem de frio.

Estamos por um fio de uma catástrofe social,
da exclusão geral,
de nossa identidade social.

Que país é esse?
Que mundo é esse,
que quando precisa de união,
que separar.
Escola só para negros não vai salvar,
o tempo que se perdeu.

Abra os olhos meu povo,
a palavra é união!
Pois ninguém sabe tamanha a dor,
que aflinge aquele negro coração.
ISSO É EXCLUSÃO!

Mas ainda dá para mudar,
mudar o mundo talvez?
Não, ele não precisa mudar.
Mude a sua cabeça primeiro,
tenha consciência do negro,
e vamos nos alarmar.

Os meus braços estão postos,
como uma cruz erguida,
em meu peito estufa o medo,
de mais uma recaída.

Perdidas,
estão as mãos,
pregadas no breu,
a imensidão,
do mato ao alvo,
mau tratados,
pareciam animais,
o Brasil não precisa mais disso,
o mundo não precisa de mais!

Nenhum comentário:

Postar um comentário