sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Dias de criança e dentes-de-leão

Me lembro daqueles velhos dias,
em que qualquer coisa valia,
pra que se pudesse sorrir.
Mas hoje,
eu não sei muito bem...
Parece que tudo está tão inverso,
em que tudo se perde no inverno
daqueles olhos sem cor.
Já não há mais amor,
já não há mais amor.
E eu me lembro bem,
dos sorrisos largos,
dos dentes-de-leão que eu ainda desfaço
e das chuvas que já tomei.
"Sai já daí menina!"
Eu me lembrei.
Era a minha mãe.
Todos sorriam,
todos brincavam,
mas hoje a saída é acender um cigarro,
e torcer para o vento não apagá-lo.
Até acho que foi sorte,
mas nunca irei desistir
Não tenho tempo, nem grana e nem flor de liz.
Não sei ser poeta,
eu só sei escrever,
mas faço porque me faz bem,
me faz crescer.
E enquanto uns fumam,
eu penso em sorrisos.
Eu lembro de sorrisos,
que já se foram e não voltam mais.
Era uma aura tão boa,
que até me refresca a garoa
de uma noite perdida
com uma música de Elvis na vitrola,
durante a noite toda.
E hoje,
eu sonho iludida,
em veraneios e a falsa paz que está na mídia,
enquanto o coração está nas mãos.
Acho que todos se esqueceram,
de que precisam ás vezes,
esconder os seus espelhos,
e sorrirem mais.
Acho que se esqueceram,
de todos os anseios
que só as crianças sabem ter.
Tudo bem,
precisamos crescer...
Pois em meio minuto o mundo acaba
e esqueceremos de viver.

Um comentário:

  1. interessantemente simples!
    gostei... você diz o que pensa com uma crueza sutil, legal isso! parabéns!

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