quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Loucuras de domingo

E se eu sair pelas ruas,
do jeito que eu quiser e bem entender,
quem vai ser o tolo de me dizer que não pode ser?

E se eu quiser dizer que gosto mesmo,
que me preocupo mesmo,
e que não quero ser nada mais do que eu sou,
nada mais do que eu posso ser,
quem vai ser o louco de segurar o meu braço,
enxugar as minhas lágrimas
e dizer que o sol está para nascer?

Ás vezes eu só queria ter uma sombra,
ter um ombro,
ter uma cama confortável para me deitar
e esquecer de tudo.
Ao acordar,
tomar um café quente,
com um sol maroto em meu rosto,
com o meu cabelo despenteado,
os pés descansados
e a minha alma livre.

Sabe de uma coisa,
-e então eu penso comigo mesma nesta noite infeliz de domingo,
"Eu só queria destruir algo belo",
e reconstruir neste mesmo terreno
o nosso castelo.

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