sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Sobre mim

O que fazer com essa vontade desgraçada de deixar tudo?
Se eu pudesse,
e tivesse coragem,
simplesmente sairia andando,
falando alto,
para todos os ventos:
"-Para mim já deu!"
É o que eu penso ás vezes.

Apesar de saber que se eu saísse,
assim na metade,
sem concluir o que já comecei,
poderia bem ressaltar que sentiria falta,
pois tem uma parte de mim que até gosta,
mas meu outro lado inquieto,
ignora.
Não suporta,
já não aguenta mais o peso do desespero,
que me pega desprevinida,
ás vezes,
que tapa meus olhos de pensamentos a noite,
e me cobre de sono e ausência de cafeína pela manhã.

Se eu pudesse,
e tivesse coragem,
iria embora.
Não sei não,
mas iria fazer o que realmente me acomoda,
pois a dança me trouxe o controle,
-baixa estima algumas vezes,
e na fotografia encontrei as minhas várias facetas.

Sinceramente,
não tenho culpa,
e nem me importo muito
em não saber tudo sobre o mundo e suas caralhadas...
Apenas ainda estou aqui,
porque eu resisti.

Nunca,
eu disse nunca,
e repito,
nunca esquecerei o quanto chorei naquele primeiro dia.
Naquele final de tarde me batia uma agonia,
que ás vezes ousa em me amedrontar,
ainda hoje,
mas aí vem a alegria,
de um novo dia,
que Deus há de me guiar.

Em alguns momentos,
unicos,
eu fico feliz em estar aqui,
e acho que será até o fim assim,
com essa maldita indecisão que me assombra,
e a falta de coragem que não me deixa falhar,
larguar tudo de vez,
abandonar este lado culto,
e sei lá.

Mas entre tantos laços embaraçados,
veja a certeza,
que apaga qualquer rastro de tristeza,
e desenha o meu futuro na arte,
na arte da vida,
entre as minhas Gotas de Absinto,
e a minha querida Fotografia.

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