sábado, 16 de outubro de 2010

Chuva

Estou com um aperto tão grande no peito
minha alma arde
e eu grito em silêncio,
me bate um desespero.

Me sinto tão sozinha e aflita,
que em meu peito algo pulsa forte,
palpita e palpita...
E eu semeio as lágrimas no escuro.

Jorrando veneno e queimando por dentro,
derretendo as pedras do meu caminho torto
matando os meus inimigos de fome,
ardendo meu corpo todo.

AHH se eu pudesse gritar,
eu me libertaria,
pensaria até o sol raiar
e até anoitecer o dia.

Espero que a chuva leve todo minha angústia
e o sol traga de volta meu sono,
mas não para dormir em vão
só para passar o tempo enquanto eu tento entender...
e ver na imensidão
o que minhas mãos não tocam,
e eu perco o chão.

E se a chuva cair...
Eu me levantarei,
e caminharei até raiar o dia.
E se a chuva cair...
Eu olharei para o céu
e fecharei meus olhos para não mais chorar

E se a chuva cair...


Eu não estarei mais aqui
Terei partido para horizontes distantes
e para nunca mais voltar.

Um comentário:

  1. Ah, que belos versos, embora tenham nascidos de um sentimento de dor e vazio. A sinceridade dos teus textos nos puxa pra dentro do teu mundo,e nós também chegamos a torcer para que a chuva caia e lave e leve tudo.

    Parabéns pelo blog!

    Um abraço!

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